Não é que não se possa fazer poesia enquanto se põe o pão na mesa... O que não se consegue é ouvir os sons da seara com o barulho do estômago a roncar.
Caeiro, também aqui, é o mestre. Este blogue é mantido por Possidónio Cachapa e todos os que acham por bem participar. A blogar desde 2003.
"E todos se debruçaram sobre a mão bordada, os olhos subitamente húmidos e os lábios trementes. E o choque e a certeza de estar perante alguém que vinha do Lugar Afortunado provocou na multidão um efeito imprevisível de histeria.
Diz-nos, onde está, pediram. Pareces uma pessoa de bom coração, tens de te apiedar de nós, os que temos vivido em desgraça, Toma, dou-te isto e tudo o mais que tiver se me contares como é que se vai para lá, A mim, diz-me a mim, aqui, junto ao ouvido, se não queres que mais ninguém saiba…"
Sai a 6 de Novembro, na Quetzal
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